domingo, 21 de novembro de 2010

Paciência;

É tudo aquilo que você não teve, quando nós mais precisamos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Nunca estamos satisfeitos,

pois.
Sinto falta da correria. Das aulas emendadas. Da falta de tempo pra comer ou respirar. Das tardes na biblioteca, do pé de jabuticaba, dos amigos pra vida toda.
Essa inércia me desgasta. Não me acostumei com o "fazer nada". Com o ócio. 
Detesto ficar parada. Esperando.
E o pior: Esperando não sei o que. 

sábado, 30 de outubro de 2010

Ansiedade Mórbida

Faz tempo que não escrevo algo "prestável".
E acho que vai ser assim por um bom tempo. Sinto-me cansada, destruída. Arrasada por essa ansiedade mórbida, esperando não sei o que, não sei quem. Cansada do mundo, das pessoas, de como a vida funciona por aqui. Aguardando aquilo que nunca acontece, aquele que nunca chega, o momento que nunca se conclui.
A cabeça dói, os ouvidos zunem, a visão fica embaçada. Um nó na garganta e a sensação de não saber quando seu dia começou. As unhas roídas, o estômago gelado, o coração disparado. Os dias não existem mais, tudo é infinito, sempre o mesmo cenário, sempre a mesma coisa. Não existem mais barreiras, passado ou futuro. Tudo é agora.

E o sol cada vez mais brilhante, cada vez mais quente. As árvores que se movem, em uma dança eterna com o vento. Convidativo demais. Dá vontade de escapar de tudo. Mas aí, a gente se lembra que tem que trabalhar, conseguir dinheiro, ser alguém na vida.
Mas, eu não posso apenas SER? Existir, simplesmente. Em harmonia, equilíbrio com a natureza, o universo?

E entre um livro e outro, entre uma entrevista de emprego e outra, a gente para e começa a divagar. "Será que isso é necessário mesmo?" Não, não é. Mas é assim que funciona o sistema, e depois dessa constatação sem sentido algum, de que as coisas são assim porque deus (deus?) quer, porque o sistema impõe, a gente acorda pra realidade. Ou será que voltamos a dormir, e a realidade são nossos sonhos mais "irreais"?
E se a ilusão for o que vivemos aqui, agora? As cidades, as casas, os empregos, o dinheiro, o luxo, as revistas, as modelos bonitas/anoréxicas/vazias, os roubos e assassinatos... E se o real fosse o que a gente considera irreal. Nossas divagações, e pequenas fugas da rotina?

Eu disse que fazia tempo que não escrevia. Sinto-me sem vontade até pra isso. O que quero é divagar, devanear, sonhar. Quero ser livre, e falta pouco pra que isso seja possível.
O trem já está chegando, e você pode escolher. Ou continua preso à ilusão, ou quebra as correntes que há tanto tempo apertam teus braços.
Eu já estou indo. Quem vem comigo?


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Diálogo

- Eu preciso beijar alguém. Logo.
- Eu também. Mas não pode ser qualquer pessoa.
- Como assim? O_O
- É que, eu quero sentir coisas específicas, e as pessoas que eu conheço não conseguiriam me fazer sentir o que eu preciso.
- Ah, então é uma pessoa específica.
- Sim. E não.
- Como assim?
- É que eu sinto que tenha alguém específico, mas que eu ainda não conheço. E qualquer outra pessoa não teria a mínima graça.
- Ainda não entendi.
- É como se eu soubesse que tem alguém me esperando. Em algum lugar. Entendeu agora?
- Não.
- É, eu sei que não. Você nunca entenderia mesmo.


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Amiga

Fazia quase 6 meses que eu não a via.
Quando senti sua presença, há 4 dias, meu coração disparou mais forte. Quase não acreditei que ela havia, finalmente, voltado.
No inicio fiquei paralisada. Observava seus movimentos, sua dança, sentia o seu cheiro. A maneira que ela tocava os objetos, as pessoas. Algumas sentiam-se incomodadas com sua presença, esquecendo-se de sua beleza. Outras rendiam-se ao seu feitiço. E eu percebi que era isso mesmo que ela queria. Que todos notassem sua presença, com alegria e emoção. Mas nem sempre é assim.
Eu a saudei com meus olhos, com meu corpo. E principalmente com minha alma.
Conforme os dias iam se passando, começaram a cansar-se de sua presença. Mesmo aqueles que, de início, entraram em sua dança. Outros, que por meses clamaram a Deus para que ela voltasse, depois de dois dias já não aguentavam mais sua companhia. "Preciso trabalhar, preciso sair". "Hoje tenho uma festa. Quando você vai embora?" passaram a ser as frases mais ouvidas por ela.
E depois de um fim de semana inteiro, eu ainda não me cansei de sua presença. Na verdade, jamais me cansarei. Você me renova, me faz sentir o ar, a vida e da natureza tão bonita, que tão pouco se nota.
Eu a amo, mesmo com todos os seus "amantes". 
Obrigada por voltar, chuva.


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Spam

As coisas deviam passar por algum filtro antes de chegar até nós, na vida real.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Almas Gêmeas

Ele havia terminado um relacionamento de quase dez anos, e não conseguia evitar a solidão. Ficava sozinho em casa, à noite, assistindo a televisão e desejando ter alguém para dividir sua vida.


Ela nunca havia namorado mais do que seis meses. No começo, achava que não havia dado sorte. Com o tempo, se convenceu de que o problema era ela. Mas não desistia, queria ter alguém.

Ele escrevia cartas de amor sem destinatário, pois não tinha coragem de escrever para alguma pessoa específica. Sabia que não queria apenas escrever as cartas, o que desejava mesmo era se apaixonar.

Ela sonhava em receber declarações de amor apaixonadas e surpreendentes. Não queria anéis ou flores: queria bilhetinhos escondidos no bolso da calça e encontrar um Sonho de Valsa na bolsa.

Ele ansiava em ter alguém com quem fazer amor todas as noites, e depois ficar conversando sobre a vida até adormecer. Queria acordar com alguém todos os dias, queria não se importar com o mau hálito.

Ela desejava mais que tudo dormir com a cabeça no peito de alguém. Queria ser protegida, cuidada, escondida do mundo em todas as noites. Queria acordar abraçada, sem vergonha de estar descabelada.

Ele queria construir a vida inteira ao lado de uma pessoa só. Aparelhos eletrônicos, casa própria, carro, a escola dos filhos e dar um cachorrinho de presente no natal, sem dever nada para ninguém.

Ela ardia de vontade de planejar as contas junto com alguém, na mesa da cozinha, no domingo à noite. Controlar gastos e saber que, juntos, estariam prontos para enfrentar qualquer problema no futuro.

Ele queria amar e ser amado.

Ela queria ser amada e amar.

Ele acordou aquele dia certo de que algo iria acontecer. Sentia-se diferente, como se sua vida fosse começar naquela quarta-feira. Sentia que tudo o que vivera até então havia lhe preparado para hoje.

Ela saiu da cama de manhã cedo se sentindo brilhante. Não sabia como explicar em palavras, mas, encarando o espelho, se achou linda como há muito não se achava. Sentia-se pronta para viver.

Ele fechou a porta do apartamento e caminhou até o metrô sem se preocupar em olhar para os lados. Sabia, a cada passo, que algo iria acontecer. Não era necessário procurar ou olhar. Ele seria descoberto.

Ela atravessou o jardim da casinha alugada e ganhou às ruas, sentindo-se confiante e otimista. Hoje era o dia decisivo. O Sol, as flores e os carros na rua lhe sopravam no ouvido que tudo iria mudar.

Ele desceu a escadaria do metrô assoviando, comprou o bilhete e caminhou até a plataforma, sem pressa. Não era preciso correr atrás do destino – sabia que o destino, hoje, estaria esperando por ele.

Ela entrou na estação cantando baixinho, puxou o bilhete da bolsa e foi esperar o trem no mesmo lugar de sempre. Desta vez, não olhou ao redor. Sabia que era o destino, hoje, que olharia para ela.

Eles entraram no metrô ao mesmo tempo. Sentaram-se e fizeram todo o trajeto até o trabalho. Trabalharam, almoçaram sozinhos. O dia se passou, e nada aconteceu. O destino não olhou, nem sorriu.

Eles voltaram para suas casas um pouco mais desesperançosos.

Cada um na sua cidade.

sábado, 17 de julho de 2010

Percebendo

É frustrante perceber que boa parte das pessoas preferem ouvir o que seus "superiores" dizem, a entender o que acontece à sua volta.
É o mesmo que enganar a si próprio, vender seus ideais, suas convicções por uma gota de alívio.
Nada além de tentar esconder-se no que é mais conveniente, fechando os olhos para a verdade. Mas isso não passa de ilusão, porque o mundo, meu filho, não é bem como nos contaram!

Por que não achar a solução verdadeira e definitiva dos nossos problemas, ao invés de correr atrás de "curativos e peneiras" emocionais? 
Acho que finalmente chegou a hora de abrirmos nossos olhos, a hora de despertarmos. Chega dessa vida medíocre, cansei de sofrer! E o pior, sofro (sofremos) por motivos que nem conhecemos. É o sentimento do vazio, sentimos-nos incompletos. 
Acredito que a vida é bem mais do que isso que vemos. Temos um propósito muito maior do que simplesmente trabalhar, ter alguns poucos "luxos" e raros momentos de felicidade.
Passar a vida esperando uma pessoa para muda-la, ansiando, desejando ser algo que não seremos nunca, e o pior - ALGO QUE NÃO PRECISAMOS SER! Porque cada um é como é, cada um tem sua essência e seu espírito.

O difícil é perceber que no final, a razão sempre foi sua... E que sua gota de alívio não curou sua sede para sempre.
O difícil é perceber que você teve a chance de ter exatamente o que você queria naquele momento, e acabou tendo o que outros queriam.

São conclusões, não julgamentos. As pessoas confundem senso comum com mente influenciável, e acabam esquecendo de si mesmos. 
É "normal", já que todos por bem ou por mal, acabam pensando da mesma forma. E arrependimento acaba virando "senso comum" por um bom tempo.

E, uma pergunta que eu faço para todos que julgam minha atitude de "reclamar" e desejar alguma mudança:
- Você está feliz com o mundo em que vive? Está realmente feliz? Pois é, eu não estou.

Pois a nossa vida é assim: Sempre "convulsionando em objetivos dos quais não temos muita idéia do que se tratam, lutando por comida e aluguel, esperando um dia que jamais vai chegar,  por pessoas que jamais vão existir, e tentando ser alguém que jamais seremos. Estamos todos no mesmo barco e o barco está cheio até a boca, transbordando todo mundo, e a hora de todo mundo vai chegar.  Isso nao é o fim do mundo, porque o mundo é assim desde o começo até o fim. Reze para o seu Deus, chegue cedo no trabalho, pague seu aluguel, seja um cidadão de bem e quem sabe você esteja por um triz numa segunda-feira qualquer com um cano de aço roçando na sua blusa de lã." PC

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Esta sou eu,

não gosto de muitas pessoas.

não consigo, nem faço questão.

as pessoas são deveras cansativas e, o pouco que tenho, me basta.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Verdades - Parte I

"Minha vontade de excelência não pode superar minha capacidade de realização."


De nada adianta minha vontade de crescer, atingir objetivos supremos, se tudo isso está além de minha capacidade de realizá-los, além das reais possibilidades que tenho para fazer com que as coisas aconteçam da maneira que espero.
Para cada conquista, há um tempo certo, e eu deveria, realmente, me acostumar a isso. O problema é que simplesmente não consigo. Não consigo deixar de criar expectativas, não consigo não me entusiasmar a cada conquista... Não consigo deixar de, cada vez mais, aumentar minha "vontade de excelência" e tentar passar por cima da minha limitada "capacidade de realização".
Minha vontade de trabalhar e obter créditos está maior do que nunca. Quanto mais coisas eu faço, mais coisas quero fazer, mais quero conquistar, realizar, transformar... É como se eu fosse o mundo, cheio de pessoas, culturas e possibilidades.

O que acontecer agora em minha vida, depende de mim, e de mais ninguém. Posso fazer as escolhas certas ou não.
Talvez eu caia e quebre o queixo (figurativamente falando). 
Talvez minha inesgotável "vontade de excelência" continue me dando forças, até que todas os planos estejam realizados. Mas isso nunca acontecerá. Só se deixa de ter sonhos quando se está morto. Depois da sua maior conquista, sempre vem uma outra, melhor, mais bonita e entusiasmante ainda, que te faz analisar novamente as possibilidades, e lutar para que tudo saia do jeito esperado.

Só se tem sucesso depois de lutar muito, e quanto mais saboroso o fruto da vitória, mais difícil será colhe-lo. Mas tenho certeza de que nenhum esforço para alcançar os meus frutos será perdido, nem mesmo os espinhos e as lagartas que cruzarão meu caminho.



Dia dos namorados

Não queria falar sobre isso, mas depois do peso na consciência por ter lembrado do pedido da Julia, e depois de ter lido um texto sobre o assunto, resolvi escrever alguma coisa parecida.

Dia dos namorados é, nada mais nada menos que uma data comercial, posicionada estrategicamente entre o Dia das Mães e do dia dos Pais, período em que ninguém compra nada.

Para alguns, uma celebração.
Para outros, motivo de estorvo.
Para mim, é indiferente. Mas nem precisava ter dito.

Bem, esse post é mais uma dica para os namoradinhos por aí...
Nós, mulheres, não nos importamos com o preço do presente que você compra. Não queremos saber se você pagou 10 ou 50 reais, mas sim se você gastou 10 ou 30 minutos do seu tempo pensando em algum presente de verdade.
Também não existe essa história de "O que você quer ganhar?"
Puta que o pariu, presente não se pergunta! Isso não é presente, é compra. E para fazer compras eu vou sozinha, ou com minhas amigas, obrigada!

Já vi homem que compra batedeira, ferro de passar ou qualquer outra tralha pra mulher. Meu filho, é dia dos namorados. NAMORADOS, entendeu? Não é dia da casa! Comprasse uma pulseira de linha, daquelas de hippie que custam um real na rua. Garanto que ela ficaria muito mais feliz do que se ganhasse um liquidificador (Ah, isso se aplica ao dia das mães também. É dia das mães, não dia do lar).

Só pra constar, não esperamos nada espetacular não! Só esperamos que vocês parem 10 minutos entre uma reunião e outra, um problema e outro e pensem no que a gente realmente gostaria de ganhar. E não o que vocês querem, ou o que a gente precisa.

E não, eu não estou "estressadinha" com o presente que ganhei do meu namorado no dia dos namorados. Isso porque eu nem tenho um namorado.
Só penso que, independente de datas comerciais comemorativas, as pessoas deveriam preocupar-se um pouco menos com o material, com o útil, com o dinheiro que vão gastar, e começassem a pensar um pouquinho mais nos sentimentos do próximo, em como deixá-lo pelo menos 10 minutos mais feliz (mesmo que seu belo presente seja uma carta escrita a mão com letra feia, ou um beijinho de bom dia com a boca dura e a cara amassada, seguido de um eu te amo verdadeiro).

domingo, 13 de junho de 2010

Pensamentos, solidão.

A festa termina. Despeço-me de algumas pessoas e volto para minha casa.
Troco de roupa, amarro os cabelos, retiro a maquiagem. Máscara para disfarçar imperfeições faciais e, é claro, infelicidade.
Finalmente, o silêncio. Já não ouve-se música, nem conversas ou barulho de carros. Um cachorro late, cada vez mais distante.
Enfim, estamos sozinhos. Eu, e meus pensamentos - aqueles que tanto me atormentam.
Frio, desânimo, insônia, medo, solidão... Não tem como não sentir, como não respirar.


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Gente que...


Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda. De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça, melando os dedos com algodão-doce da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro e a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava. De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.

domingo, 23 de maio de 2010

Untitled ;~

Ontem, vi algumas formigas carregando um gafanhoto pela parede.
Elas demoraram praticamente o dia todo para carregá-lo até o alto, e quando estavam conseguindo, ele caiu no chão.
Hoje de manhã, elas estavam na metade do caminho, quando ele novamente caiu, fazendo com que elas retomassem a difícil tarefa.
Confesso que fiquei admirada com o companheirismo das pequeninas. Mesmo caindo, e tendo que recomeçar a cada espaço de tempo, elas mantinham-se sempre unidas, e não desistiram. Até o final.
Sinto falta de algumas "pessoas-formigas" em minha vida.

Amizade e trabalho em equipe existem. Acredite.

sábado, 8 de maio de 2010

Pensamentos de Sábado À Noite...


Minha vida não se resume a isso, mas, toda vez que eu me lembro de que estou sozinha... Bem, isso me incomoda um pouco.
Não que eu espere, e sonhe todas as noites com um príncipe encantado, que vai aparecer em minha vida com o seu lindo "Lamborghini Reinvention", olhos verdes e cabelo louro (até porque, nesse caso, ele seria gay ;D). O que eu espero mesmo, é alguém que seja capaz de cativar meu coração, sem eu ter que me esforçar para gostar dele.
Não é nem o lado "carnal" das coisas. O que eu sinto falta mesmo é de ter alguém para... Dividir. Dividir alegrias, tristezas, noites juntos. Alguém para falar bobagem e para me fazer rir, quando tudo parecer sem graça. Alguém que, quando eu pensar que tudo está perdido, me mostre que, se eu desistir sempre, nunca chegarei em lugar algum. Que, mesmo se tudo desse errado, tivesse coragem de recomeçar, quantas vezes fossem necessárias.
Sinto falta de alguém que não tente ser perfeito. Alguém que admita que tem erros, que conviva com as diferenças, e ria dos seus próprios tombos.
E eu fico procurando essa pessoa em todos os lugares. Digo, lugares comuns, já que eu não sou alguém que sai para se divertir com frequência.
Já é automático ficar olhando, procurando, analisando as pessoas...
Procuro no ônibus, na rua, na padaria, no caminho para a faculdade.
Mas até ontem, não havia encontrado ninguém. "E é bem provável que eu não encontre alguém hoje. Talvez eu não encontre alguém nunca.

De repente, eu que vou ser encontrada.

E em vez de me preocupar tanto em olhar em volta, eu deveria aprender a fechar os olhos e, pelo menos uma vez, deixar que me procurem."

- Se alguém for esperto, vai me encontrar. ;~



Inspiranção e Créditos: Adorável Psicose





sexta-feira, 16 de abril de 2010

À moda antiga

Nós passamos a maioria do tempo provando pra todo mundo que somos capazes, fortes e autossuficientes. Batemos o pé por independência financeira, insistimos em rachar a conta e nos fantasiamos diariamente de self-made man ("man" sim. Ou não usaríamos ternos para nos impormos corporativamente. Usaríamos vestidinhos florais, larguinhos e sem cinto, com sandálias rasteiras ou sapatilhas.)

Mas vem alguém e te dá passagem, abre a porta do carro e te liga só para saber como você está. E quebra todo o paradigma.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Um lagarto no jardim

"Lá estava um lagarto, perto da cerca viva na grama do jardim, um vulto tentando não ser notado, quando olhei ele corria em direção a vegetação mais alta como tentando talvez fingir que não estava ali, pensando talvez que assim eu esqueceria que eu o vi, que sabia que ele ainda estava ali, e mesmo assim, talvez o sentimento de fuga e desespero, quieto e imóvel, ele devesse pensar que eu ignoraria o fato, ou que eu seria um lagarto, como ele, e me convenceria que nada ali aconteceu...

Fiquei com dó ao pensar que, o que esse lagarto, que se achava esperto, talvez não imaginasse, era que eu já o estava observando a tempo, antes mesmo dele notar minha presença eu já sabia de onde ele vinha e para onde ele ia, o que ele fez e o que iria fazer, que provavelmente nem ele imaginava é, que os ovos que estavam ali, eu é quem havia colocado.


Assim como muitas pessoas se fazem de lagarto."


sábado, 3 de abril de 2010

E não mais que de repente...

Estranho pensar como o tempo passa tão depressa.
Ontem, éramos crianças inocentes, grudados nas barras das saias de nossas mães, e hoje, estamos nessa correria gigantesca, cronometrando o tempo para o vestibular, estudando feito doidos, procurando um emprego, uma identidade... Descobrindo uma nova face do mundo, e até de nós mesmos.
Dias atrás estava vendo umas fotografias antigas pensando nisso. Quando a gente é criança, se contenta com pouca coisa. Digo pouca coisa, no sentido de serem coisas simples... Nós não precisávamos trabalhar, estudar, nem nos preocupávamos com o futuro. Um brinquedo, um sorvete, uma história bem contada...Isso era o que precisávamos para sermos felizes.
O tempo passa, a gente aprende coisas novas, aprende Matemática, Física e as Evidências da Evolução, mas se esquece do mais importante. Se esquece de como ser feliz, de como encontrar a paz nas pequenas coisas da vida.
Cliché? Talvez, mas, queiram ou não admitir, a verdade é essa.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010


I'm not saying it was your fault, although you could have done more. Oh you're so naive, yet so... "The Kooks"

Às vezes eu me pergunto: Porque é que as pessoas esperam tantas coisas umas das outras? Será que é tão difícil assim pra cada um buscar aquilo que deseja, sem projetar nos filhos, amigos ou companheiros seus desejos, vontades, gostos?! Deixar que cada pessoa faça suas próprias escolhas, ande pelo caminho que deseja e aprenda com seus próprios erros?
Às vezes temos medo que as pessoas em quem colocamos tantos sonhos, projetos e expectativas desabem, e que não concretizem tudo aquilo que por nós foi sonhado. Até nos esquecemos da principal parte: Essa pessoa quer realizar esse sonho? Esse sonho realmente faz parte dos sonhos dessa pessoa ou não, apenas está lá por obrigação, porque ela não quer decepcionar outra pessoa (leia-se família, amigos, mercado de trabalho, o que vier à cabeça)?
Está certo, eu posso estar aqui falando bobagem, escrevendo um monte de coisa que quem ler não vai entender. Estou dizendo isso porque é o que eu estou sentindo há um bom tempo. 
Na maioria das vezes, a gente acaba deixando de viver o que deseja para agradar os outros. Grande besteira. Porque a gente faz de tudo pra agradar, fazer as coisas "do jeito certo" e ainda assim escuta bobagem, gente reclamando, dizendo que poderia ser melhor. EU SEI que poderia ter sido melhor, não precisa ter alguém me lembrando disso 24 horas por dia, cada dia da minha vida. Quando algo dá errado, a primeira pessoa a perceber isso é quem fez. Portanto, deixem que eu me culpe sozinha! (Y)
Acho que o que eu realmente preciso, em primeiro lugar, é começar a pensar em mim antes de pensar nos outros. Chega de querer agradar a todos. Chega de me preocupar com o que ELES vão pensar. 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Wagahai wa neko de aru

"A autoconscientização das pessoas de agora é fruto do excessivo conhecimento da existência de um nítido fosso entre os interesses próprios e os alheios. À medida que a civilização avança, essa autoconscientização se aguça mais a cada dia. No final, tornamo-nos incapazes de executar naturalmente mesmo um esforço débil. 
Um certo Henley criticou Stevenson por este não poder esquecer de si mesmo um instante sequer e não sossegar caso não contemplasse sua imagem refletida ao passar em frente ao espelho de algum cômodo onde entrasse. Essa crítica exprime bem a tendência de nossos dias. Só pensamos em nós mesmos, ao irmos dormir, ao nos levantarmos, em todas as ocasiões reverenciamos nosso eu. 
Por isso, as ações e palavras dos homens tornaram-se artificiais, impacientes, asfixiantes. O mundo se tornou um local de sofrimento, onde vivemos de manhã até a noite nos sentindo como um rapaz e uma moça prestes a se encontrarem para um casamento arranjado. Calma e serenidade são palavras que perderam seu sentido. Dessa forma, o homem moderno é detetivesco. Possui a peculiaridade de um ladrão. 
Como o trabalho do espião é agir sem ser notado para obter bons resultados, é necessário que sua autoconfiança esteja fortalecida. O ladrão também nunca pode afastar da mente a preocupação de que será apanhado ou descoberto, o que o obriga a ter uma autoconfiança muito forte. As pessoas de agora passam todo o tempo à procura de uma forma de lucrar e nunca perder, por isso, assim como os detetives e ladrões, precisam ter uma sólida autoconfiança. 
O homem passa as vinte e quatro horas do dia agitado, e seu coração não encontra um instante sequer de descanso até o túmulo. É a maldição da civilização. Completamente estúpida.

Para quem, assim como eu, gosta de livros sem noção onde gatos têm pensamentos filosóficos e escrevem livros, uma boa dica: Eu sou um gato - Natsume Soseki

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Saudade

Hoje vieram me dizer: "Senti sua falta no Phila hoje."
Confesso que senti um pouco de tristeza.
Não que eu não esteja feliz por ter me formado e tudo mais. Só que eu senti falta. Senti falta das pessoas, das paredes (ah, aquelas paredes, as "paredes" do barracão feita pelos alunos *--*). Senti falta das aulas de história, que eu ficava conversando com os amigos (aula de história não existia :p). Senti falta das aulas de Literatura, da Regina explicando sobre as Vanguardas Européias e toda a trajetória do Modernismo. Senti falta da Educação Física, quando eu e a Danielle ficávamos cantando "Will you still love me tomorrow", da Amy Winehouse (e irritando todo mundo).
Eu queria ter escrito esse post a mais tempo. Sei lá. Falar dos meus sentimentos, em relação aos amigos e à ex-escola. Sinto falta de tudo, de todos, e não tem um dia que eu não pense em tudo que passamos nesses 3 anos de convivência.
Nesses 3 anos, eu passei mais tempo lá do que na minha própria casa. era a minha casa, e acho que esse foi um dos motivos para que a "separação" fosse mais triste.
Apesar de toda a correria, acordar as 4 da manhã, pegar ônibus, passar 11 horas na escola, comer marmita (:S), passar noites e noites em claro estudando / fazendo TCC, à base de muito, mas muito café mesmo para me manter acordada durante 2 ou 3 dias seguidos, eu sinto falta de tudo aquilo. Era sim, uma correria sem tamanho. Mas era a minha correria. Ser nerd e zuera ao mesmo tempo. Coisas que só quem estuda / estudou no Philadelpho entende.
Como dizem por ai, "acabou-se o que era doce". E realmente, era tudo muito doce. Mas acabou para sempre.
Restam agora as festas com os amigos, os encontros, mas nada que se compare ao que era antes.
No final, acho que eu precisava ouvir isso, pra me "libertar". Alguém sente a minha faltá , e isso faz com que eu me sinta um pouco melhor. 
Faz-me sentir importante para alguém. *-----*


# Vejo vocês por aí =*


* Créditos à minha querida amiga: Thayanne Santos (Loira).