sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010


I'm not saying it was your fault, although you could have done more. Oh you're so naive, yet so... "The Kooks"

Às vezes eu me pergunto: Porque é que as pessoas esperam tantas coisas umas das outras? Será que é tão difícil assim pra cada um buscar aquilo que deseja, sem projetar nos filhos, amigos ou companheiros seus desejos, vontades, gostos?! Deixar que cada pessoa faça suas próprias escolhas, ande pelo caminho que deseja e aprenda com seus próprios erros?
Às vezes temos medo que as pessoas em quem colocamos tantos sonhos, projetos e expectativas desabem, e que não concretizem tudo aquilo que por nós foi sonhado. Até nos esquecemos da principal parte: Essa pessoa quer realizar esse sonho? Esse sonho realmente faz parte dos sonhos dessa pessoa ou não, apenas está lá por obrigação, porque ela não quer decepcionar outra pessoa (leia-se família, amigos, mercado de trabalho, o que vier à cabeça)?
Está certo, eu posso estar aqui falando bobagem, escrevendo um monte de coisa que quem ler não vai entender. Estou dizendo isso porque é o que eu estou sentindo há um bom tempo. 
Na maioria das vezes, a gente acaba deixando de viver o que deseja para agradar os outros. Grande besteira. Porque a gente faz de tudo pra agradar, fazer as coisas "do jeito certo" e ainda assim escuta bobagem, gente reclamando, dizendo que poderia ser melhor. EU SEI que poderia ter sido melhor, não precisa ter alguém me lembrando disso 24 horas por dia, cada dia da minha vida. Quando algo dá errado, a primeira pessoa a perceber isso é quem fez. Portanto, deixem que eu me culpe sozinha! (Y)
Acho que o que eu realmente preciso, em primeiro lugar, é começar a pensar em mim antes de pensar nos outros. Chega de querer agradar a todos. Chega de me preocupar com o que ELES vão pensar. 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Wagahai wa neko de aru

"A autoconscientização das pessoas de agora é fruto do excessivo conhecimento da existência de um nítido fosso entre os interesses próprios e os alheios. À medida que a civilização avança, essa autoconscientização se aguça mais a cada dia. No final, tornamo-nos incapazes de executar naturalmente mesmo um esforço débil. 
Um certo Henley criticou Stevenson por este não poder esquecer de si mesmo um instante sequer e não sossegar caso não contemplasse sua imagem refletida ao passar em frente ao espelho de algum cômodo onde entrasse. Essa crítica exprime bem a tendência de nossos dias. Só pensamos em nós mesmos, ao irmos dormir, ao nos levantarmos, em todas as ocasiões reverenciamos nosso eu. 
Por isso, as ações e palavras dos homens tornaram-se artificiais, impacientes, asfixiantes. O mundo se tornou um local de sofrimento, onde vivemos de manhã até a noite nos sentindo como um rapaz e uma moça prestes a se encontrarem para um casamento arranjado. Calma e serenidade são palavras que perderam seu sentido. Dessa forma, o homem moderno é detetivesco. Possui a peculiaridade de um ladrão. 
Como o trabalho do espião é agir sem ser notado para obter bons resultados, é necessário que sua autoconfiança esteja fortalecida. O ladrão também nunca pode afastar da mente a preocupação de que será apanhado ou descoberto, o que o obriga a ter uma autoconfiança muito forte. As pessoas de agora passam todo o tempo à procura de uma forma de lucrar e nunca perder, por isso, assim como os detetives e ladrões, precisam ter uma sólida autoconfiança. 
O homem passa as vinte e quatro horas do dia agitado, e seu coração não encontra um instante sequer de descanso até o túmulo. É a maldição da civilização. Completamente estúpida.

Para quem, assim como eu, gosta de livros sem noção onde gatos têm pensamentos filosóficos e escrevem livros, uma boa dica: Eu sou um gato - Natsume Soseki

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Saudade

Hoje vieram me dizer: "Senti sua falta no Phila hoje."
Confesso que senti um pouco de tristeza.
Não que eu não esteja feliz por ter me formado e tudo mais. Só que eu senti falta. Senti falta das pessoas, das paredes (ah, aquelas paredes, as "paredes" do barracão feita pelos alunos *--*). Senti falta das aulas de história, que eu ficava conversando com os amigos (aula de história não existia :p). Senti falta das aulas de Literatura, da Regina explicando sobre as Vanguardas Européias e toda a trajetória do Modernismo. Senti falta da Educação Física, quando eu e a Danielle ficávamos cantando "Will you still love me tomorrow", da Amy Winehouse (e irritando todo mundo).
Eu queria ter escrito esse post a mais tempo. Sei lá. Falar dos meus sentimentos, em relação aos amigos e à ex-escola. Sinto falta de tudo, de todos, e não tem um dia que eu não pense em tudo que passamos nesses 3 anos de convivência.
Nesses 3 anos, eu passei mais tempo lá do que na minha própria casa. era a minha casa, e acho que esse foi um dos motivos para que a "separação" fosse mais triste.
Apesar de toda a correria, acordar as 4 da manhã, pegar ônibus, passar 11 horas na escola, comer marmita (:S), passar noites e noites em claro estudando / fazendo TCC, à base de muito, mas muito café mesmo para me manter acordada durante 2 ou 3 dias seguidos, eu sinto falta de tudo aquilo. Era sim, uma correria sem tamanho. Mas era a minha correria. Ser nerd e zuera ao mesmo tempo. Coisas que só quem estuda / estudou no Philadelpho entende.
Como dizem por ai, "acabou-se o que era doce". E realmente, era tudo muito doce. Mas acabou para sempre.
Restam agora as festas com os amigos, os encontros, mas nada que se compare ao que era antes.
No final, acho que eu precisava ouvir isso, pra me "libertar". Alguém sente a minha faltá , e isso faz com que eu me sinta um pouco melhor. 
Faz-me sentir importante para alguém. *-----*


# Vejo vocês por aí =*


* Créditos à minha querida amiga: Thayanne Santos (Loira).