sexta-feira, 16 de abril de 2010

À moda antiga

Nós passamos a maioria do tempo provando pra todo mundo que somos capazes, fortes e autossuficientes. Batemos o pé por independência financeira, insistimos em rachar a conta e nos fantasiamos diariamente de self-made man ("man" sim. Ou não usaríamos ternos para nos impormos corporativamente. Usaríamos vestidinhos florais, larguinhos e sem cinto, com sandálias rasteiras ou sapatilhas.)

Mas vem alguém e te dá passagem, abre a porta do carro e te liga só para saber como você está. E quebra todo o paradigma.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Um lagarto no jardim

"Lá estava um lagarto, perto da cerca viva na grama do jardim, um vulto tentando não ser notado, quando olhei ele corria em direção a vegetação mais alta como tentando talvez fingir que não estava ali, pensando talvez que assim eu esqueceria que eu o vi, que sabia que ele ainda estava ali, e mesmo assim, talvez o sentimento de fuga e desespero, quieto e imóvel, ele devesse pensar que eu ignoraria o fato, ou que eu seria um lagarto, como ele, e me convenceria que nada ali aconteceu...

Fiquei com dó ao pensar que, o que esse lagarto, que se achava esperto, talvez não imaginasse, era que eu já o estava observando a tempo, antes mesmo dele notar minha presença eu já sabia de onde ele vinha e para onde ele ia, o que ele fez e o que iria fazer, que provavelmente nem ele imaginava é, que os ovos que estavam ali, eu é quem havia colocado.


Assim como muitas pessoas se fazem de lagarto."


sábado, 3 de abril de 2010

E não mais que de repente...

Estranho pensar como o tempo passa tão depressa.
Ontem, éramos crianças inocentes, grudados nas barras das saias de nossas mães, e hoje, estamos nessa correria gigantesca, cronometrando o tempo para o vestibular, estudando feito doidos, procurando um emprego, uma identidade... Descobrindo uma nova face do mundo, e até de nós mesmos.
Dias atrás estava vendo umas fotografias antigas pensando nisso. Quando a gente é criança, se contenta com pouca coisa. Digo pouca coisa, no sentido de serem coisas simples... Nós não precisávamos trabalhar, estudar, nem nos preocupávamos com o futuro. Um brinquedo, um sorvete, uma história bem contada...Isso era o que precisávamos para sermos felizes.
O tempo passa, a gente aprende coisas novas, aprende Matemática, Física e as Evidências da Evolução, mas se esquece do mais importante. Se esquece de como ser feliz, de como encontrar a paz nas pequenas coisas da vida.
Cliché? Talvez, mas, queiram ou não admitir, a verdade é essa.